Movimento que espalha outdoor de policiais pedindo “ajuda a população” esta crescendo em SP
18/03/2014 18:372 COMENTÁRIOS
Insatisfeita com aumento concedido em 2013, categoria reivindica “salário mais justo”
Descontente com o reajuste salarial de 7%,
concedido pelo governo estadual no ano passado, a CERPM (Coordenadoria
das Entidades Representativas dos Policiais Militares do Estado de São
Paulo), que agrega 18 associações, decidiu novamente expor a
insatisfação da categoria nas ruas. Só que, desta vez, a estratégia
adotada foi espalhar outdoors por estradas que dão acesso à capital
paulista com a finalidade de “pedir socorro à população”.
As
mensagens, que passaram a ser divulgadas no final de fevereiro, podem
ser vistas nas rodovias Anchieta, Imigrantes, Ayrton Senna e Dutra, de
acordo com Ângelo Criscuolo, presidente da CERPM e da ASS/PM (Associação
dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar do Estado de São Paulo).
Ele explica que a iniciativa é uma forma de tentar sensibilizar o
governo e o cidadão. Segundo Criscuolo, a categoria aguarda por uma
resposta do Palácio dos Bandeirantes sobre quando poderá apresentar, em
reunião, as reivindicações da campanha salarial 2014.
—
Queremos 19% de aumento salarial. São os 4% que faltam de 2013 e os 15%
que a gente havia pedido para 2014. A gente havia pedido 11%, e ele
[governo] deu 7% [no ano passado]. Os 15% deste ano não constam no
orçamento. Então, nós juntamos o que faltou no ano passado com que é
pedido para esse ano e deu 19%.
Em
um dos outdoors, a CERPM faz um apelo: “Todos os anos, mais de 40
milhões de pessoas pedem socorro à PM. Agora é a PM que pede socorro à
população por um salário mais justo”.
Criscuolo destaca que o policial militar de São Paulo tem uma das piores remunerações do Brasil.
— O salário inicial de um soldado é de R$ 2.400. É um dos mais baixos do País.
Em 2012, o Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) espalhou 12 outdoors em rodovias paulistas.
Intitulada “S.O.S. Segurança Pública”, a campanha destacava os crimes
recorrentes no Estado, como latrocínio, homicídio, arrastões e tráfico
de drogas, e estimulava o cidadão a reclamar diretamente com o governo.
Para isso, disponibilizava o twitter do governador Geraldo Alckmin e um
dos telefones do Palácio dos Bandeirantes.

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